Madri

Desde a primeira vista, a capital da Espanha apresenta-se majestosa: tem avenidas largas, cortadas por fontes de mármore, cercadas de jardins e palácios. Tipicamente europeia, não deixa nada a dever a Paris ou a Londres, embora não tenha monumentos tão famosos quanto a Torre Eiffel ou o Big Ben. Mas Madri tem a Puerta de Alcalá e Las Cibeles. Tem a Plaza Mayor e o chocolate com churros. Tem balada forte com marcha inesgotável. Tem festas tradicionais, as verbenas, como a da Virgen de la Paloma, a maior delas. É uma metrópole completa, cercada também de tecnologia, e que mantém sua história como um tesouro bem conservado.

Informações úteis: Madri
Clima
A 646 metros acima do nível do mar, Madri tem um verão escaldante, porém seco. No inverno, pode até nevar
Idioma
Castelhano (espanhol)
População
Cerca de 3,14 milhões de habitantes
Território
605,77 km²
Fuso horário
(UTC +1) 5 horas à frente do horário do Brasil
Moeda
Euro
Código telefônico
+91
Voltagem
220 V
Tomada

Cultura
Madri é uma metrópole moderna que guarda orgulhosamente os traços da sua cultura castiça. Para observá-la de camarote, nada como participar de alguma festa popular, como as verbenas de agosto, que levam às ruas pessoas com trajes típicos do século XIX: ela, de saia rodada de poá, lenço e flor nos cabelos, xale de Manila sobre os ombros; ele, de colete curto, boina e cravo na lapela. O folclore também se expressa nas zarzuelas e nos tablaos de flamenco, ambos espetáculos memoráveis – os tablaos mais conhecidos são o Corral de la Morería e o Casa Patas. Para zarzuelas, convém verificar a programação de lugares como o Teatro de La Zarzuela. Touros são assunto sério em Madri – e Las Ventas, a arena mais frequentada, com capacidade para 26 mil espectadores. Vale lembrar que algumas províncias da Espanha proibiram as touradas nos últimos anos e que nem todo madrilenho apoia a atividade. Acima de qualquer polêmica, as artes atraem visitantes do mundo inteiro: o Museu do Prado é o principal, que não se esgota em uma visita e dá a chance maravilhosa de ver Velázquez, Caravaggio, El Greco, Goya e tantos outros mestres. Menores, mas não menos importantes, são os museus Thyssen Bornemisza, que cobre do Renascimento ao século XX, e o Reina Sofia, dedicado à arte contemporânea.

Comida
O almoço em Madri tem um horário peculiar, entre 14h e 16h, e a rica culinária local oferece delícias de todas as regiões da Espanha. É possível experimentar pratos que vão além das tradicionais paellas e tapas: peixes frescos do Mediterrâneo e do Atlântico, rabada de touro das Astúrias, gazpacho andaluzo, entre outros. Nos restaurantes, o menu geralmente é composto por entrada, prato principal, pão e sobremesa. Ao redor do conhecido mercado El Rastro, há lugares bons e baratos para comer. Um pouco mais caro, mas imperdível, é o Botín, perto do metrô Sol. Considerado o restaurante mais antigo do mundo pelo Guinness Book, foi aberto em 1725 e já virou atração turística. Na sobremesa, pare num café para comer os deliciosos churros com chocolate.

Noite
Uma das noites mais vibrantes da Europa fica em Madri – e como muitos bares e baladas não cobram entrada ou consumação mínima, os baladeiros costumam passar por vários lugares num mesmo período. Antes, porém, é obrigatório um happy hour para “tapear” (comer tapas) num boteco. Só depois da meia-noite começa a festa, que vai até de manhã. O principal reduto boêmio fica no centro, em torno da Plaza Mayor e da Puerta del Sol. Os bairros Chueca e Malasaña também reúnem muitos restaurantes, bares e baladas. No verão, é até comum os DJs tocarem no meio da rua. E Huertas, que fica em volta da Plaza Santa Ana, é outra área com bares e clubes.

O que fazer
O que fazer em Madri? As diversas praças e avenidas largas da principal metrópole espanhola foram feitas para passear. Conheça a histórica Plaza Mayor, um dos cartões-postais da cidade e palco de importantes acontecimentos públicos desde 1619. Sua arquitetura impressiona pelas belas fachadas monumentais dos edifícios ao redor. Outras praças emblemáticas, como Colón, España e Puerta de Toledo, estão próximas da Puerta del Sol, o marco zero de Madri. Não deixe de respirar ar puro e curtir o verde nos parques da cidade. O Retiro está entre os mais populares e bonitos. Era um antigo espaço de lazer dos reis espanhóis – cuja residência, o Palacio Real, também é ponto de peregrinação. Para os amantes do futebol, o monumental Estádio Santiago de Bernabéu é parada obrigatória. Outras atividades madrilenas por natureza: comprar no Rastro, sair para beber cañas (cerveja), comer tapas, passear por Chueca ou aproveitar o burburinho do bairro La Latina.

Compras
A Espanha é conhecida pelo tradicional hábito da siesta (o cochilo pós-almoço), quando até o comércio dá uma pausa de três a quatro horas para descanso. Mas, na capital, nem tudo fecha. Shoppings e grandes lojas continuam funcionando. Os dois principais pontos de comércio se concentram ao redor da Plaza Mayor e nas ruas da fervilhante região da Puerta Del Sol. Nesses polos de consumo encontram-se mercados de pulga, lojas de antiguidades, suvenires, artigos de decoração, enfeites, roupas de grife e até as grandes redes de departamentos, como El Corte Inglés, a maior do país. A Gran Vía é uma das principais ruas de compras de Madri. Os vendedores mais alternativos, incluindo brechós, estão na direção dos bairros Chueca e Malasaña. Para barganhar e garimpar produtos típicos, as feiras de San Miguel e El Rastro (a mais badalada) são as opções. Para quem gosta de ler, a Casa del Libro, perto do metrô Gran Via, é uma das mais importantes livrarias madrilenhas. Seu rico acervo ocupa três andares.

Transporte
Madri é uma cidade relativamente grande para ser conhecida apenas a pé, mas isso não chega a ser problema: o sistema público de transportes funciona muito bem, com vários pontos e estações perto de cada atração. Os ônibus levam o viajante com segurança para todos os cantos da cidade – há, inclusive, linhas noturnas para os baladeiros. No metrô, são doze linhas, facilmente identificáveis por cores e nomes. Nos dois casos, é uma boa adquirir um “metrobus” nas bancas ou nas estações: um passe vale para dez viagens. Outras opções são os táxis, até que baratos, e os trens urbanos.

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